Desigualdade social afeta o acesso às atividades físicas

 

 

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Os dados são resultado do relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Os benefícios da prática esportiva e de atividades físicas são amplamente conhecidos em variados âmbitos da sociedade. As AFEs comprovadamente promovem melhorias na saúde, cognição, sociabilidade, além do aumento na qualidade de vida de modo geral. Não obstante a quantidade significativa de benefícios, apenas 30% da população brasileira é ativa.

O relatório divulgado pelo PNUD indica que o sedentarismo de 70% da população brasileira  não é resultado isolado da falta de estímulos à prática esportiva e de atividades físicas, mas sim de desigualdades sociais que afetam sensivelmente o acesso da população à possibilidade das práticas.

Os dados mostram que disparidades em fatores sociais como gênero, classe social, etnia, nível de escolaridade e faixa etária são preponderantes na divisão entre praticantes e não praticantes das AFEs. Os homens tem 28% mais chances de praticar esportes do que as mulheres. Pessoas com mais de cinco salários mínimos praticam o dobro de esportes e atividades físicas que pessoas com renda de até meio salário mínimo. Brancos praticam 12% mais AFEs que os negros.

 

 

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O papel das Escolas na cultura da prática esportiva e atividades físicas.

O panorama escolar demonstra que desde muito cedo as diferenças socioeconômicas afetam as relações que os jovens estabelecem com a prática esportiva e de atividades físicas. Segundo o responsável  pela direção acadêmica do relatório, o Prof. Dr. Fernando Jaime González, é papel das escolas a democratização do acesso ao conhecimento sobre as AFEs.

“Apesar dos diferentes problemas que podem ser registrados em relação à disciplina Educação Física na atualidade, está claro que, quando suas aulas asseguram aprendizagens valiosas sobre as práticas corporais, esses conhecimentos têm um peso enorme no vínculo que as pessoas estabelecem com o mundo das AFEs para o resto da vida”, declarou González.

O especialista da ONU aponta ainda que as condições necessárias para o desenvolvimento da  Educação Física de qualidade devem ser garantidas. Para isso é necessário que as escolas tenham maior aderência ao conceito Escola Ativa, uma evolução do movimento  Nova Escola que ganhou força no Brasil no início do século XX através do manifesto redigido por Fernando de Azevedo.

O conceito Escola Ativa defende que muito mais que depender de iniciativas governamentais, as escolas devem ter participação ativa das comunidades e da iniciativa privada, com programas que incentivem a prática esportiva e de atividades físicas não só na grade curricular, mas também em contraturno e aos finais de semana, e abertas à comunidade.

O Programa Cultivar está alinhado ao conceito de Escola Ativa. O sistema oferece materiais práticos, didáticos e pedagógicos especializados em Educação Física e incentiva a cultura das AFEs nas escolas e comunidades.

Faça parte desse movimento, conheça nossos materiais.

 

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